Mais perto do G6

Ao empatar com o Santos no Pacaembu, o Fluminense ratificou sua condição de um dos melhores visitantes do Brasileiro. Jogando fora de casa, o time não é derrotado há mais de dois meses, desde 10 de junho, quando sucumbiu ao Palmeiras.

Além da longeva invencibilidade longe do Rio de Janeiro, o Tricolor tem ainda o quarto melhor ataque da competição (29) e só perdeu menos que Corinthians e Santos (cinco).

Tais números só não deixam o Fluminense em condição privilegiada no Nacional porque o time é também o rei dos empates (nove) e não tem bom retrospecto como mandante, o que o impede de deslanchar no campeonato, embora, com 27 pontos, se mantenha a apenas dois pontos do G6.

Contra o Peixe, a trave impediu que o Flu alcançasse a pontuação do Atlético-PR, sexto colocado, último da zona de classificação à Libertadores. Wendel, que formou o meio de campo com Marlon Freitas e Orejuela e quem mais tentou aproximação com o ataque, foi o quase-herói.

O Flu esteve melhor que seu adversário no segundo tempo, embora Gustavo Scarpa, outra vez, tenha se equivocado em diversos lances. A entrada de Marcos Junior, Robert e Pedro no fim mostrou que Abel não se contentaria só com o empate. Mas o zero acompanhou o placar até o apito final.

Foi a primeira vez no ano que a defesa tricolor, formada por Renato Chaves e Henrique, não sofreu gols em duas partidas seguidas, um fato raro. Tão raro quanto o ataque tricolor passar em branco por 180 minutos.

O abraço coletivo do Santos em Abel antes do jogo acabou, assim, sendo o momento de maior emoção da noite.

O futebol, apesar de tudo, sabe ser solidário.

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