Refugou, mas avançou

Parecia até um Fluminense genérico o que esteve no Estádio Centenário ante o acanhado Liverpool, antepenúltimo colocado do Campeonato Uruguaio.

Mas, não.

A formação titular era composta pelos mesmos 11 jogadores que, por muito pouco, não conquistaram, havia apenas três dias, o 32º título estadual da história do clube.

Talvez pela fragilidade do adversário, o Fluminense achou que se classificaria deixando apenas o tempo passar.

Soma-se a isso o aspecto humano, da decepção, da frustração da perda de um campeonato que esteve tão próximo, mas que lhes escorreu pelos dedos.

Mas nem mesmo isso justificaria primeiro tempo tão medonho, tão sofrível, com o time jogando com suas linhas espaçadas, frouxo na marcação, errando passes, gerando contra-ataques que levavam perigo em efeito avalanche.

Num deles, logo aos 12 minutos, Royón recebeu nas costas de Henrique e tocou para Ramírez marcar e colocar pressão no confronto.

Com o Flu encontrando muitas dificuldades na saída de bola, o primeiro tempo terminou com o placar de finalizações em esmagadores 13 a 2 para a equipe uruguaia.

Como seria impossível piorar, o Flu voltou com a mesma formação, mas com outra disposição no segundo tempo.

Os laterais Lucas e Léo evoluíram e se tornaram importantes na construção de jogadas.

O Flu subia em bloco ao ataque, trocando passes e evitando bolas esticadas.

As chances apareceram e o time só não empatou porque a bola preferiu beijar o travessão a morrer no fundo das redes, em chute de Richarlison.

Como o gol não saiu, o Flu, para garantir a vaga, passou pela constrangedora situação de ver Diego Cavalieri receber cartão amarelo por retardar a saída de bola contra um time cuja folha salarial não chega a R$ 450 mil.

E ainda teve a encenação teatral de Marco Júnior, infantil, tola, simulando ter sido atingido por um adversário. Um ato para envergonhar.

Como a atuação do Flu, de modo geral, e logo na semana da abertura do Campeonato Brasileiro.

Abel se disse preocupado e cheio de interrogações. Já são quatro jogos sem vitória.

Domingo, na matinê, às 11h, o time recebe o Santos no Maracanã envolto pelo que até há poucos dias seria inimaginável – a aura da desconfiança.

Uma boa largada, porém, contra o difícil Peixe terá efeito contrário e devolverá a sensação de que tudo não passou de um dia (bem) ruim.

Basta ser Flu!

***

Vem aí a terceira edição da Flu Fest.

Quer saber como participar?

Está tudo aí. É só clicar: www.flufest.com.br 

_____________________________________________________________________________________________________

E-mails para esta coluna: joaogarcez@yahoo.com.br

Curta a nossa fanpage: https://www.facebook.com/BlogTernoeGravatinha/

Leia também as opiniões deste colunista no portal NETFLU: http://www.netflu.com.br/author/joao/