O dia “não” do Flu

Se entre o Céu e a Terra há mais coisas do que supõe nossa vã filosofia, seguramente, entra elas está a sobrenatural vocação do Fluminense para nos surpreender.

Da expectativa da torcida no pré-jogo, passando pelo andamento modorrento da partida, à frustração no apito final, os tricolores diagnosticaram que não há invencibilidade nem viés de alta que garanta uma exibição convincente da equipe.

Pelo contrário – foi a atuação mais desenxabida e sonolenta do Flu em todo o campeonato, esfriando uma reação que, em caso de vitória, poderia até fazê-lo adentrar a ansiada zona de classificação à Libertadores.

Foi o dia “não” do Fluminense, como disse Abel em sua coletiva.

Quando a bola rolou, o time do Vasco, atravessando um momento pior, respeitou o seu adversário, que tinha mais posse de bola, embora nada criasse. O primeiro tempo foi muito travado, lembrando os dois confrontos entre Botafogo e Flamengo pela Copa do Brasil.

O Flu, que já havia goleado o Vasco duas vezes nesta temporada, desta vez, sequer conseguiu entrar na sua defesa – por nenhum dos lados, muito em função das más atuações dos laterais Léo e Lucas, que perdeu a bola no campo de ataque na jogada do gol de Ramon (chutou livre, sem qualquer marcação).

O segundo tempo foi puro contra-ataque. Em vantagem, o Vasco ficou todo fechado e só não matou o jogo porque faltou qualidade aos seus atacantes. Só Nenê ficou duas vezes à frente de Júlio César e não conseguiu vencê-lo.

O dia “não” do Flu contou com laterais claudicantes, um meio que não funcionou e, muito em consequência disso, um ataque pouco inspirado.

No fim, Gustavo Scarpa, vaiado pelos torcedores, deixou de cruzar uma bola porque não havia nenhum jogador do Flu na área vascaína.

O Flu dá um tempo no Brasileiro e enfrenta o Londrina nesta quarta pelas quartas de final da Primeira Liga.

Embora a competição tenha perdido força, poupar os titulares no Paraná seria algo injustificável, já que o próximo compromisso no Nacional será apenas em duas semanas, no dia 10 de setembro.

Seria também uma forma de dizer a todos que o Fluminense não credibiliza uma competição cujo título ele próprio conquistou em 2016 e que defende na presente temporada.

Chance boa para o equatoriano Sornoza.

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