Três pontaços

Na última vez – e, então, única – em que enfrentou o Avaí no Maracanã, em 2009, o Fluminense travava uma batalha atroz por sua vida na Série A.

Algo tão dramático quanto inesquecível – porque a façanha tricolor teve um quê de milagre.

Venceu por 3 a 2 e, como agora, encerrou longo jejum (11 x 6).

Fora a primeira vitória depois do retorno de Cuca ao clube.

A situação de 2017 requer cuidados, mas não se compara ao drama que o Flu viveu em 2009.

Agarrava-se num fiapo de esperança – mísero 1%.

Neste ano, sua chance é superior a 30%, embora a inquietação dos tricolores se dê mais pela falta de rendimento da equipe do que propriamente pelas chances matemáticas.

Na tarde de domingo, diante de 18 mil torcedores, o Tricolor mostrou evolução e mais segurança defensiva.

A volta de Gum, a efetivação de Richard, além do bom rendimento de Marlon, que vem jogando com serenidade na lateral esquerda, são razões que explicam um pouco desta ainda modesta escalada, iniciada no clássico Fla-Flu.

Sornoza e Scarpa dividiram a responsabilidade na criação e mostraram mais precisão nos passes.

O Fluminense não brilhou, mas fez sua atuação mais regular das últimas rodadas.

Teve ainda um gol mal anulado, marcado por Matheus Alessandro, que o árbitro paulista Flávio Rodrigues de Souza só invalidou para fazer média com o time e a comissão técnica do Avaí, que haviam pressionado muito na anulação de um gol catarinense.

No lance, Leandro Silva só conseguiu marcar porque Alemão deu um golpe de MMA em Diego Cavalieri, pelas costas, impedindo-o de praticar uma defesa que faria com tranquilidade.

Felizmente, o erro do árbitro no lance do segundo gol tricolor não comprometeu o resultado final – só fez aumentar a dramaticidade dos últimos minutos, quando o adversário se lançou todo ao ataque.

No fim, o magro 1 a 0, gol do artilheiro do campeonato Henrique Dourado (15), ante a fase complicada do time de Abel, soou como goleada.

Se emplacar mais uma vitória, quarta, contra o São Paulo, o time fará sete pontos entre os nove que disputou em sequência no Maracanã.

Mas, desnecessário dizer, contra o time de Dorival Júnior, o buraco é um pouco mais embaixo.

Ainda assim, sou, e sempre serei, mais Flu.

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