Maraca dourado

Quando o coração bate no tempo certo, temos a certeza de que tudo está bem. Em compasso de espera, o da torcida tricolor aguardou até os 42 minutos do segundo tempo até que voltasse ao ritmo. Foi quando Henrique Dourado marcou o gol da vitória sobre o Galo, tirando do suspense o Maracanã olímpico, cuja decisão completou um ano na véspera.

À beira do campo, coincidentemente, estava o então treinador da Seleção que angariou a inédita medalha de ouro ao país, Rogério Micale, hoje trabalhando no Atlético-MG.

E foi dali que viu o artilheiro do Campeonato Brasileiro vencer em dose dupla Victor – ambas de cabeça. Logo ele, que só por duas vezes havia sido vazado desta maneira em toda a competição. O Ceifador superou também 2014, então sua melhor marca, quando anotou 25 gols pelo Palmeiras.

Ao fim do jogo, o estádio tinha o perfume dos triunfos tricolores.

Salve Abel, herói tricolor, que, mesmo em meio a um drama pessoal, optou por seguir dirigindo um time de meninos, que se não adentrou ainda a zona de classificação à Libertadores, possui pontuação idêntica ao sexto colocado (30).

No clássico de sábado, contra o Vasco, montada no cometa da pureza, a garotada tricolor, empurrada pela massa pó de arroz, poderá, triunfante, chegar ao tão ansiado jardim encantado.

Iluminada pela luz de João Pedro, filho de Abel.

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