A causa animal

screenshot_5Há uma verdade incontestável e irrefutável entre os seres que nascem neste planeta: todos querem ser felizes. Desafio-o a me apresentar alguém que não deseje viver a sua vida com prazer, dignidade, desfrutando de autonomia e liberdade. São preceitos básicos entre todos: ser FELIZ, ser LIVRE, ser VIVO.

Se todos concordam com isso, então não há justificativa moral para não considerar a dor de quem sofre – independentemente da natureza do ser. Se desejamos que nossa dor seja levada em conta, o mesmo deve ser aplicado à dor dos outros. Caso contrário, estaríamos ferindo a princípio da igualdade.

Não somos culturalmente educados para reverenciar a vida. Por isso, educar a mente e o coração humanos à compreensão da imperiosa necessidade de reverenciarmos a vida que alicerça o existir de cada ser é onde reside a nossa melhor chance de construirmos um mundo em que uma convivência harmoniosa, pacífica e respeitosa entre todos os seres seja o grande firmamento social.

Colocar-se no lugar de quem sofre é sentir a tristeza do outro, é ter compaixão. Não é o que faz, por exemplo, as indústrias que tanto sofrimento causam aos animais. A elas, não interessa que saibamos dos sacrifícios a que submetem o Reino Animal. Não lhes interessa que tomemos consciência dos verdadeiros campos de concentração nos quais “hospedam” os animais que lhes interessam explorar – aves, quadrúpedes, e até peixes, que são dura e impiedosamente tratados até que lhes seja tirada a vida.

Os veículos de comunicação, a quem caberia noticiar todo esse horror, são aparentemente omissos em nome de “interesses maiores” (econômico, notadamente). A propósito, seriam eles realmente “maiores”? Por sobre os interesses humanos/animais? Por sobre a compaixão?

A Causa Animal, que vem ganhando dimensões inimagináveis, está aí para trazer todas estas questões à luz da sociedade, que, ainda que tarde, começa a se conscientizar de sua importância.

No dia da redenção, os homens descobrirão que os animais é que eram o “remédio”.

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“Diariamente, no mundo inteiro, homens retalham milhões de corpos de animais, mas não são capazes de penetrar suas almas. Se conseguissem, ficariam extasiados com a pureza deles e, então, seriam incapazes de comê-los ou fazer-lhes
qualquer mal. Em vez disso, uniriam seu coração ao deles e viveriam para sempre em um oceano de paz”.

[João Garcez]